Voltei

O coração esfriou, quase parou
As pernas tremeram, o folego cessou
As mãos suaram, a lágrima jorrou

Jamais imaginei morrer e continuar viva
Viver sem ter vida em mim
Lutar sem ter batalha a ser vencida

Ter pés sem poder correr
Braços sem abraços
Coração sem pulsações

Mas a morte não pôde segurar-me
Prisões não conseguiram afastar-me
Nem sequer lágrimas conseguiram cegar-me

Voltei repaginada
Com sede de vida
Vida em destaque
Destaque que se revela até em meio ao silêncio
Silêncio dos dias longe de ti

Mais uma de Amor


Versos de um poeta apaixonado pelo nada
Que escreve em papeis invisíveis
Se perdendo entre sonhos escuros
De luares estrelados


Noites que buscam pesadelos de campos floridos
Amores eternos e paixões inexistentes
Que levam consigo corações abertos ao obscuro
Fundo de oceano claro como a neve que cai sobre o telhado
Dos pensamentos antigos e avassaladores


Pensamentos escondidos entre olhos marejados
Trazendo saudade de um perfume esquisito
Que leva consigo a alma de quem subscreve
Linhas de um poema antigo que não tem nome nem forma
Só amores de um jovem apaixonado com alma de poeta